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Análise de Gases e a sua importância
na reparação automotiva
Em geral a análise das emissões de gases
é uma realidade na tecnologia automotiva atual,
pois através desta, o reparador pode utilizar
esses dados para ajustes e reparo no funcionamento
do motor.
Na verdade, os sistemas mais atuais de injeção
possuem um componente que ajuda muito o trabalho da
unidade de comando no controle da relação
ar combustível, o sensor de O2, popularmente
conhecido como sonda lambda. Este componente faz uma
análise da quantidade de oxigênio presente
na tubulação de escape e, através
desta medição, a central eletrônica
do veículo tem condições de corrigir
a mistura, empobrecendo ou enriquecendo-a.
Falando um pouco dos principais gases resultantes
da combustão, o CO2 (Dióxido de Carbono)
é essencial para análise da eficiência
do motor, pois, motores trabalhando acima de 12% de
CO2, indicam que o motor está “queimando”
o combustível de uma forma próxima do
ideal.
O HC (Hidrocarbonetos) traduz-se em partículas
de combustível que não foram queimadas
na câmara de combustão, portanto, sua
presença em alta quantidade geralmente indica
condições de misturas mais ricas no
motor desperdiçando combustível. A quantidade
de hidrocarbonetos presentes no escapamento é
medida em partes por milhão (PPM), ou seja,
número de moléculas de HC presentes
em um milhão de moléculas amostradas.
O CO (Monóxido de carbono) é resultante
de uma combustão incompleta e, em condições
de mistura ricas, a presença do CO aumenta
consideravelmente. O nível de CO é medido
em percentual de volume total das moléculas
amostradas.
O2 (Oxigênio) também é medido
em percentual, e sua presença em grande quantidade
é um indicativo de mistura muito pobre
Um grande colaborador do controle de emissões
de poluentes é o catalisador, que é
uma peça encontrada na tubulação
de escape dos veículos, formada internamente
por um miolo cerâmico ou metálico, responsável
pela transformação de gases tóxicos
e gases que não causam mal ao meio ambiente.
A eliminação deste componente no sistema
original do veículo implica ao proprietário
penalidades previstas pela lei além de anomalias
no controle de emissões do veículo.
Importante:
· O HC pode causar irritação
nas vias respiratórias, anemias, leucemias
e câncer pulmonar. Após a conversão
ele transforma-se em vapor de água e gases
inofensivos.
· O CO causa asfixia sistêmica, pneumonias
e danos cerebrais, após a transformação
em gás carbônico (gás exalado
ao respirarmos).
· O NOx causa ardência nos olhos, no
nariz e nas mucosas, bronquites, enfisemas e insuficiência
respiratória. Após a conversão,
ele se transforma em Nitrogênio.
· Lembrando:
· HC = combustível não queimado
na combustão, geralmente proveniente de uma
mistura muito rica, provocada por um sistema de ignição
ineficiente, baixa compressão dos cilindros
ou relação ar/combustível extremamente
rica ou extremamente pobre (lembrando que se tivermos
uma entrada falsa de ar muito grande na admissão,
não ocorre a queima, o que resulta na presença
de combustível no escape).
· CO = Níveis altos de CO são
indicativos de uma mistura rica.
· CO2 = Em situações superiores
a 12%, indicam bom funcionamento do motor.
· O2 = Níveis elevados de O2 indicam
condição de mistura pobre no motor.
Para extrairmos essas leituras é necessária
a utilização de um equipamento denominado
analisador de gases, que nos fornecerá um perfeito
laudo da combustão, mostrando valores que auxiliarão
na reparação e regulagem dos motores
além da impressão de relatórios
oficiais aprovando ou não o veículo
em questão.